sábado, 9 de julho de 2011

Jogando pérolas aos porcos

O texto abaixo foi escrito essa semana por mim em resposta de um comentário de uma leitora sobre um texto antigo: "Todo mundo odeia o Zé!"





Maria:

"queria vc sser odiado por todo mundo mais nem isso vc consegui, pq vc não é ninguem, seu bosta só fala merda, e sua foto caba feio da porra, desce pro inferno capeta kkkkkk..."



Eu

O texto acima foi escrito por alguém que muito provavelmente não sabe muito bem ler e escrever, ao menos na forma gramaticalmente correta, e foi assinado por uma tal de Maria, que muito provavelmente não tem esse nome (Maria) em seu RG, e que, numa linguagem mais coerente com o mundo das redes sociais de relacionamento, deve ser um fake. Isso mesmo, um fake.
De acordo com Wikipédia “Fake” ("falso" em inglês) é “um termo usado para denominar contas ou perfis usados na Internet para ocultar a identidade real de um usuário”. Ainda de acordo com a Wikipédia, “no Orkut, ou em outros tipos de sites de relacionamento, os criadores de perfis fake na maioria têm entre 10 e 20 anos de idade”.
De fato, fico feliz em atingir tal faixa etária de leitores, mesmo não sendo esse meu objetivo; no entanto, “figay” infeliz pelo simples fato de não entender o que a tal “fake Maria” quis me explicar, ou criticar, ou sei lá o quê... de fato, deve ser difícil estar na faixa etária de um Fakie, deve ser difícil ser um fake. Na verdade, eu não sei porque as pessoas são fake.
Sinceramente, eu escrevo para todo o mundo, e é uma pena que apenas uma mínima parcela irrisória desse mundo me leia, mas enfim... não sei! Mesmo sem saber, sei que a tal “fake Maria” é eleitora de Zé Maranhão, que aqui chamarei gentilmente de Zé Pomba, e que por ser eleitora daquela virilidade política, deve ter tido algum problema escolar, que cabe aqui meu respeito.
Sim, fake Maria, eu lhe entendo, e é pesando em sua posição não sexual que citarei Voltaire: “(...)Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lá." Nesse caso, tentar dizer. E só pra finalizar essa “resposta”, não, não queria eu ser odiado por todos (...), não, eu não só falo (digito) bosta, e não, eu não sou feio, eu sou até bonitinho, assim fala minha esposa...

quarta-feira, 18 de maio de 2011



O público não é privado, o público, como já diz o nome, é público, é dos contribuintes, é do povo pobre e rico, é de todos. Coisas públicas não funcionam direito nesse país, na verdade nada funciona direito nesse país, nada mesmo. O privado é uma merda, o público igualmente merda, portanto não temos um problema com a classificação das instituições, temos na verdade um problema cultural.
A cultura brasileira é o problema, o samba é um problema, o carnaval um problema maior, o São João um problema menor, as eleições... bem as eleições eram pra ser parte da solução, porém como os brasileiros são os votantes as eleições também são um problema, em um caso especifico, um problema maior ainda.
O brasileiro não está pronto para a democracia, pois ele não respeita o público, portanto não respeita aquilo que é a pedra fundamental de governos republicanos. Tenho minhas duvidas sobre o que o brasileiro está preparado. Tenho, no entanto, uma visão positiva para os brasileiros (...) continuaremos sendo fornecedores de matéria prima para países mais organizados, e que por ventura respeitam o que é público, e também valorizam aquilo que é privado.
Somos a vanguarda daquilo que poderia dar certo, mas que porventura sempre dar errado, os erros são explicáveis, as posturas não. Poderíamos sim nos torna uma grande nação em termos de desenvolvimento econômico se aqueles que aqui habitam não fossem brasileiros, se não fossem mal educados, se não fossemos mal intencionados... enfim, se....

quinta-feira, 5 de maio de 2011

... Deus ...



Um deus com “D” maiúsculo é o que procura a maioria das pessoas da nossa civilização, um deus que seja onipresente, bondoso, raivoso, castigador, um deus que seja amável, carinhoso, caridoso, um deus o qual der um destino certo ao povo, um deus que saiba compreender a falta de ética e de escrúpulos de pecadores, sejam esses seguidores do deus “X” ou do deus “Y”.
É graças a deus que alguém enriquece, da mesma forma que é graças a um plano futuro de deus que as pessoas pobres sofrem, deus sabe o que faz. Deus sabe o que faz quando todo um continente padece sobre a fome, deus sabe o que faz quando guerras são declaradas em seu nome, deus sabe o que faz quando o preconceito ao livre arbítrio é declarado abertamente por templos que usam seu nome, deus não dorme.
A deus pertence o futuro, a deus pertence o passado, a deus devemos lealdade, a deus devemos simplicidade. A deus devemos tudo, portanto podemos também lhe cobrar tudo. A deus podemos cobrar igualdade, a deus podemos cobrar fraternidade, a deus podemos cobrar liberdade.
A deus devemos cobrar e exigir respeito, não queremos mais castigos, queremos recompensas, queremos um mundo melhor, chega de hipocrisia, queremos fartura, diversão e segurança, chegou a hora de deus mostrar serviço. Deus, caso seja realmente um deus, com “D” maiúsculo, deveria realmente fazer algo por aqueles que acham ser suas criaturas, caso contrário, as criaturas chegarão a conclusão de que a única criatura é um deus, desse modo, com “d” minúsculo, e tudo aquilo que eles criaram e deturbaram ao longo desses 2011 anos foi realmente uma fraude, a tanta já anunciada.
Como disse Jules Renard, pensador francês do século XIX: “Não sei se Deus existe. Mas seria melhor para sua reputação que não existisse.”

quarta-feira, 9 de março de 2011

Não basta só gritar, tem que saber o porquê do grito!



Esse é meu lema, meu jargão, minha mesmice, resultante de uma energia nem um pouco positiva, com uma imagem sobre o futuro extremamente pessimista. Sou o resultado daqueles que não souberam explicar o porque das coisas, que falharam quando tentaram impor reticências em explicações nem um pouco condizente com a realidade. Sou o resultado de palavras de ordem fracassadas.
Eu leio o mundo, eu leio livros, leio olhares, isso tudo sempre a procura de uma explicação racional para as coisas e sobre as pessoas, nunca deixo que me manipulem, não deixo que me governem, dos outros nada quero de fato, de mim mesmo quero tudo: transformação, caráter, simplicidade, verdade.
Construo meu Eu com experiências nossas, e cutucando ali e aqui cheguei a minha maturidade emocional racional, maturidade essa que me faz gritar sabendo o porque de todos os meus gritos e gruídos, que me fez refletir todos os meus posicionamentos a respeito daquilo que anteriormente fracassei em defender ou criticar, hoje realmente sei o caminho da felicidade: a falsidade.
A falsidade e o não olhar profundo sobre aquilo que estar nos circundando é o que tornam as pessoas felizes, satisfeitas, surdas, mudas e cegas. Não me dou por vencido da tragédia que é essa vida, e como um subversivo pós-moderno não baixarei nunca minha cabeça e nem desfiarei meu olhar daquilo que condeno, se ser feliz é literalmente abdicar do sofrimento dos nossos semelhantes, prefiro eternamente a tristeza!
Posso até ser vencido, posso até passar batido, posso inclusive não ser notado, mas minha parte varei! Eu, Solano Alves, faço parte de uma frente de libertação individual, faço parte de um grupo de uma pessoa que acredita que existe algo errado, faço parte daqueles que procuram fundamentos racionais e emocionais saudáveis para todos. Por isso eu grito, eu choro, eu luto... nesse LUTO vazio que é a vida...vida...vida!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Liberdade de expressão ou libertinagem?




Não seria exagero dizer que tenho nojo daqueles que tratam o jornalismo policial, ou a tragédia da vida real, com um deboche bizarro, o qual, agride olhares e ouvidos dos “mais ou menos” esclarecidos, mas que caem nas graças daqueles que não vêem desgraça na desigualdade social.
Certa vez, minha querida professora de história do fundamental dois, em uma discussão desnecessária com alunos em sala falou: “Meninos não confundam liberdade com libertinagem”.
Eu diria o mesmo pro supremo federal, eu diria o mesmo pra Ricardo Lewandowski, eu diria até pro Eros Grau, mesmo estando ele aposentado. O trabalho do supremo não me é estranho, na verdade admiro muito na maioria das vezes, principalmente quando aquela instituição não segue a ideia do Gilmar Mendes, principalmente quando acontece um debate ala Grécia Antiga.
Porém, discordo de algumas decisões daqueles assalariados, e entre tais decisões está a tal de liberdade de imprensa, a decisão que não cobra daqueles que opinam em jornais televisivos um curso superior de jornalismo. De fato, se Lula não tinha diploma universitário, por que Samuka tem que ter?
Acredito que quem gera informação, noticia e manchete tem o poder de promover sua opinião de forma não comparada com outras profissões, afinal é ele, aquele que passa a informação, que forma a opinião de milhares de pessoas, e como tal não foi doutrinado, não foi capacitado, passa a ser mais um problema na educação do povo, nesse caso, o povo brasileiro e paraibano. O gosto rude pela pobreza midiática ganha força frente uma modelo sério de respeito por quem por ventura se transforme noticia.
Má formadores de opinião que se espalharam logo após a decisão do supremo, enchem os lares com o fanatismo midiático, emitindo opiniões que incitam a violência, tratando tragédias sociais de forma carnavalesca, agredindo culpados e inocentes, desfazendo o trabalho que professores fazem durante várias aulas, debochando dos direitos humanos, um instituição consolidada em todo o mundo civilizado.
Obviamente que assiste quem quer esse tipo de jornalismo, e o Brasil é democrático nesse sentido. No entanto, devido ao grande apelo para bizarrice e para a sacanagem pessoas são cada vez mais atraídas para esse tipo de comédia com a vida real, e como o povo não tem acesso a uma educação decente, cai nas graças desses que enojam o trabalho jornalístico. Além de crianças serem atraídas para tal fantasia do Samuka Boy Doido.
Nem toda culpa é do supremo que legalizou esse tipo de fossa jornalística, como também nem todos que tem diploma são necessariamente bons para o cargo. De fato, nesse caso acho que deveria ser feita uma analise de liberdade de imprensa para que a mesma não vire libertinagem de imprensa, pois a TV infelizmente tem um papel mais importante na educação popular do que o próprio professor e a escola, e o tipo de formadores de opiniões contratados por empresários fazem mal ao Brasil, ao mundo, ao planeta!


Obs.: Nunca entendi por que a pessoa é chamada pra dançar depois de matar, roubar, ou de praticar qualquer outro tipo de contravenção penal... Qual a graça nisso?


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A culpa é do Estado!




A grande confusão momentânea na cidade que não é maravilhosa me deixou com muitas duvidas: quem realmente levará a Paz? E como acreditar em uma paz armada? A paz é uma condição de direito de cada cidadão, muito provavelmente um direito inalienável, porém o mesmo que era para garantir tal condição, é aquele que de forma bastante arbitrária transformou ou construiu essa realidade.
Se antes os moradores de comunidades pobres cariocas viviam sobre o terror do tráfico de drogas, agora eles iram viver sobre o terror do Estado, o mesmo Estado que sempre se mostrou omisso a respeito de suas necessidades, o mesmo que é culpado pela desigualdade que ocasionou a formação de moradias indignas, o mesmo Estado que pôs as armas naquelas mãos.
A culpa é do Estado e de cada cidadão que acredita nesse tipo de cidadania. Como acreditar que o povo vai ser liberto por causa de uma suposta polícia pacificadora? Como? O povo só será liberto quando tiver acesso igualitário aos meios que educam. O povo só será liberto quando de fato jogar a ultima pá de barro nesse tipo de governo.
Creio que um novo tipo de governo que deveria está em questão, um executivo que de fato faça valer nossos esforços para manter nossa democracia, um legislativo que criem leis que possam repartir o bolo para com todos, e um judiciário que aplique o rigor da Lei sem distinção de CEP ou contracheque. Utopia não é acreditar em acesso democrático ou na defesa de uma República, utopia é acreditar que a paz armada, imposta por um Estado omisso, e aplaudido pela imprensa que ganha dinheiro com o sangue do pobre, possa mudar profundamente a realidade daqueles que estão oprimidos por ambas as partes, o tráfico e o seu concorrente fiscal, o Estado.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Quer dizer que seu ídolo morreu por você?

A crença em algo espiritual, que supostamente está acima de todos, não me chateia. De fato me acostumei viver entre falsos moralistas da cristandade, pessoas que falam o nome de Cristo ou de Deus em vão, pessoas que vão a Igreja rezar e fazem tudo errado logo após o fim da celebração, pessoas que apesar de gritarem “EU SOU CRISTÃO”, cometem tudo que é tipo de pecado que o mais ateu de todos pensaria melhor antes de cometer.
Pois bem, nas ultimas semanas tenho recebido na minha conta no Orkut, algumas “rinhas” de orações, as quais, de forma não racional, afinal de contas é uma rede de orações pelo Orkut, tentam chamar a atenção dos jovens e velhos para a falta de importância de Cristo em algumas pessoas.
Entre tais mensagens de apelo emocional, questiona-se o por que das coisas terrena estarem tomando o lugar das coisas que supostamente são de Deus, como a verdade ou os templos religiosos. Muito provavelmente não sou a pessoa mais indicada para responder tais indagações, mesmo assim vou tentar.
Talvez os bares estejam cheios e os cultos estejam esvaziados pelo fato de nenhum dos dois serem algo de Cristo ou Deus, e sim dos homens, e sendo assim o que realmente trás maior prazer momentâneo vai ter maior prestigio. Não sou um conhecedor da palavra da salvação, mas posso questionar a atitude de alguns fieis sobre a sacralização em nome da religião. A religião só faz condenar, talvez ela deveria procurar um novo paradigma para dialogar com as populações de pecadores, buscando uma nova forma de mostra ou apresentar Jesus e seus amigos.
Acredito que a melhor forma de chamar atenção não seja afirmar que Jesus Cristo tem conversas formais ou informais com aquele que é conhecido como Satanás. E mais, será que é sempre louvável mostra Cristo como um frouxo disposto a fazer sempre um sacrifício pessoal para salvar o ocidente? Talvez seria a hora de estudar, ou mesmo debater, novas ideias e concepções sobre o cristianismo.
De fato, acredito que fazer uma oração não salvará ou irá melhorar a vida de ninguém. O que deve importar são as boas obras para com os mais humildes e desamparados, afinal de contas espalhar por uma rede de comunicação e bate papo um texto sem coesão e coerência não é sinal de glorificação, e nem Igreja nenhuma salva, afinal de contas, são muitos representantes de missas, cultos e outros tipos de celebrações que estão envoltos de atitudes pecaminosas que até o famoso Satanás não praticaria.
Eu sei que é um pré-requisitos de religiosos acreditar em coisas que não são reais, mas acreditar que uma rede de oração pelo Orkut pode ocasionar um milagre é no mínimo uma asneira virtual, para não dizer um pecado diante de Deus!