sábado, 12 de junho de 2010

O rock sai do armário – lesbianismo, sodomia e Rock and Roll!




Deve existir alguma teoria subversiva que explique a crescente banalização da virilidade na música rock atual. O rock, principalmente aquele de garagem, em minha singela opinião, foi algo, em sua completitude, sempre ligado ao heterossexualismo; mas tal atividade, ou conduta sexual, perdeu a legitimidade, o que me faz perceber que o rock saiu do armário!
Tá certo que a purpurina e os discursos de liberdade sexual sempre foram levados a sério em qualquer modelo de comunicação que preze pela liberdade; no entanto, mais uma vez, o rock elevou o discurso defensor das minorias oprimidas, e de uma forma bem natural foi incorporando traços afeminados em suas músicas, em seus grupos, em sua subcultura.
O resultado dessas naturalidade e espontaneidade de romper limites foi o passo que faltava para as novas tribos urbanas, notadamente as da classe média, adentrarem no espaço rock, causando uma mistura muito positiva e sadia nesse círculo, e inclusive impactando a mudança do nosso clichê – Sexo, Drogas e Rock and Roll –, que passou a ser Lesbianismo, Sodomia e Rock and Roll!
De fato, ainda temos uma resistência a esse modelo, a essa libertinagem sexual. Mas podemos compreender que isso é uma tendência do modelo internacional. Afinal de contas, o Led Zeppelin acabou, e Marilyn Manson é um gay dominador. Portanto, cada vez mais, teremos uma “maior penetração” desses novos modelos, e mesmo que o creme não seja suficiente para aliviar a dor naqueles mais conservadores, essa é uma realidade com alicerce pra ficar. Ademais, olhe à sua volta: você está envolto em um mundo cor de rosa, onde ser homem ou mulher hetero chegou a ser tradicional!

terça-feira, 13 de abril de 2010

A justiça passou a funcionar!

Pois é, esses novos políticos estão empregnados de atividade e ações dos velhos políticos brasileiros. Graças a Justiça dos Homens temos o Ministério Público para tentar moralizar esse país, esse estado, essa cidade! É com pouco orgulho que falo desse episódio, pois tal político cassado apesar de nunca ter tido o meu voto, era uma esperança de renovação na atividade política desse pobre estado brasileiro.
Como notamos, a esperança é uma lástima, mas é inevitável a falta de ética daqueles que se associam com políticos tradicionais e defendem esses a unha e carne!

Vote Nulo!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Quanta idiotice

Essa semana infelizmente recebi mais um daqueles e-mails sem sentido algum, e resolvi postar aqui no meu diário!

Veja essa Foto com atenção!

O Presidente da Argentina recebeu esta foto e a considerou lixo... Em 8 dias o seu filho morreu.

Um homem recebeu esta foto e a encaminhou imediatamente... Surpreendentemente, ele ganhou na loteria.

Alberto Martinez recebeu esta foto, a entregou à sua secretária para que ela encaminhasse cópias,mas ela se esqueceu de remetê-las...Ela ficou desempregada e perdeu a família.


Esta foto é milagrosa e sagrada, não se esqueça de encaminhá-la a 20 pessoas dentro de 13 dias.

Encaminhando-a terá uma grande surpresa...Parabens!

Se nao enviares.... Sinto muito... So posso lamentar.


Minha resposta foi a seguinte:

Esse foi o e-mail mais idiota que recebi nas últimas semana!

Primeiro: A foto é uma ridícula suposição de Cristo!
Segundo: Concordo com o presidente argentino!
Terceiro: Vc´s estão afirmando que uma suposta imagem de um cara que é considerado um herói pode matar pessoas inocentes só para satisfazer a bestialidade humana?
Quarto: Quem diabos é Alberto Martinez e por que ele mesmo não mandou o e-mail, ele não sabe encaminhar um!?
Quinto: Apenas um idiota acreditaria nessa porcaria de E-mail!

Portanto, para finalizar meu rancor.... Dane-se!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Minha mãe é heróina!!!



Existe um discurso muito tedioso a respeito das mães, nossas progenitoras. Tal discurso, como já frisado tedioso, levanta a seguinte indagação: toda mãe é heroína? De fato, quase toda mãe tem um pouco de heroína; caso contrário a sociedade não estaria lotada de filhos rebeldes e com tendências ao uso de alucinógenos.

Talvez as mães heroínas usem de tal substantivo ou adjetivo, pelo simples fato de não estarem preparadas, ou mesmo, não quererem ser mãe, uma escolha pessoal. Porém, mesmo com tal escolha, faltou insensibilidade para abandonar aqueles que por ventura são gerados por elas, e por ventura se transformaram numa cria de sua má qualidade heróica – ou seja, heroína, literalmente.
Como todas as progenitoras, a minha também é uma heroína, daquela que quer consumir todo o meu físico. Porém, embora sendo heroína, prefiro dar crédito aos dados não relacionados à questão da heroína, e transformar minha escrita a respeito daquela que me gerou um tanto quanto tediosa e dizer que ela se esforçou para fazer o possível, mesmo sendo a sua obrigação.
Por que temos que agradecer pelo esforço do ser feminino, que gera uma vida, por toda educação e compreensão dada àquilo que elas põem no mundo? Eu não agradeço à minha mãe pelo que sou, apesar de me orgulhar do meu presente. Na verdade, acredito que todas que tiveram como objetivo engravidar e criar têm como obrigação se esforçar, mesmo que isso implique em ela se tornar uma heroína, como a mãe de um amigo meu, uma droga.
Será que tais pensamentos me tornam um descendente mal agradecido? Caso seja positiva a resposta, é culpa da minha heroína do lar.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Democracia, Fome e Tecnologia!


Realmente acredito na democracia como um sistema revolucionário que pode, quando bem aplicada, diminuir o abismo das diferenças sociais e, sendo assim, propor uma legítima igualdade entre homens e mulheres, defendendo, sendo uma real liberdade, sem disfarces, e uma teia de fraternidade entre seres independentemente de gêneros e etnias.

Diante da minha fundamentação acredito que a fome é, sem muitas firulas, a maior incompatibilidade com a democracia, e que, portanto, não existe democracia em determinadas fronteiras onde exista o fenômeno da fome, visto que a mesma prejudica a concorrência e a igualdade de pensamentos!

De fato, entendo que a procura por regimes políticos benéficos e de largo alcance são construções que se aprimoram com o tempo, mas penso que diante da radicalização do processo de concorrência e do capitalismo, o ideal de igualdade e liberdade seja putrificado, pois as competições entre os seres me mostram que estamos longe de um sonho, e mais perto de um pesadelo.

Pesadelo materialista e desnecessário, fragmentado toda semana com novos lançamentos e novas tecnologias igualmente desnecessárias, que validam a competição e fracassam na fraternidade. Jesus morreu e não precisamos de novos heróis e profetas, e sim de tecnologias que custam bilhões, e que criam bolsões e muros de discórdias.

Estamos aprisionados, acorrentados e subservientes ao discurso demagógico e pouco utilitário sobre os benefícios democráticos de se viver nesse regime de utópica liberdade. Vivendo nessa democracia, estamos sendo duplamente enganados... tanto pelo conceito de cidadania e democracia, como também pelo conceito de liberdade...liberdade...liberdade!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Machismo Gramatical

A sociedade feminista brasileira se queixa do tratamento machista existente na grámatica portuguesa.

Seguem alguns exemplos:

- Cão melhor amigo do homem; Cadela: Puta
- Vagabundo: Homem que não trabalha; Vagabunda: Puta
- Touro: Homem Forte; Vaca: Puta
- Pistoleiro; Homem que mata as pessoas; Pistoleira: Puta
- Aventureiro: Homem que se arrisca; Aventureira: Puta
- Garoto de Rua: Menino pobre; Garota de rua: Puta
- Homem da vida: Pessoa letrata pela sabedoria adquirida ao longo da vida; Mulher da Vida: Puta
- O galinha: O "bonzão" que traças todas; A galinha: Puta
- Puto: Nervoso, irritado; Puta: Puta
- Tiozinho: Irmão mais novo do pai; Tiazinha: Puta
- Feiticeiro: Conhecedor de alquimias; Feiticeira: Puta
- FHC, Lula, Serra; Políticos; A mão deles: Puta



Texto distribuido pela banda Lilith!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Faça você mesmo! O quê?





De fato, a intenção real daquilo que foi exposto como debate no último dia 30 de agosto de 2009, no Espaço Mundo, ficou de difícil entendimento, visto que debate é aquilo onde pessoas apresentam ideias e essas são discutidas ou questionadas, pelo menos no meu ponto de vista.
O suposto debate seria sobre “cena underground atual”, e teve como “facilitadores” três rapazes: Alan Porcão (RS), Gustavo (RJ) e um terceiro que não me recordo o nome, sendo organizado pelo “O Farol”, coletivo criado por adeptos da música alternativa underground, no intuito, segundo eles próprios, de levar ao “público a contracultura e a divergência através de música, palestras, debates”.


Em suma, a proposta de tecer comentários sobre a atual cena é legal, mas quando essa proposta foi levada à prática foi um tanto quanto constrangedora, pois as propostas não fluíram, e aquilo que supostamente deveria ser um debate logo se transformou em uma ego-história daqueles citados acima.
Dentro dessa ego-história a apresentação adentrou no ponto chave, não sobre a cena underground atual, e sim sobre “DIY” (do it yourself). Nesse ponto algumas considerações foram feitas, e a digestão não foi muito agradável.
Tal fato se assemelha ao apontamento dos palestrantes sobre o que “deve ser” o underground, ou o entendimento sobre o que é punk! Infelizmente, como muitos dos demais simpatizantes do underground, aqueles que estavam a “discursar” desejavam uma realidade idealizada e utópica baseada em comunicação, engajamento e numa suposta consciência, apontando a atual realidade como “vazia”, inexistente e alienada (e é?).


Logicamente, tais apontamentos estão longe de não serem concretos, no entanto não é só o “underground” que sofre com a fragmentação das idéias, e sim tudo e quase todos que estão ao seu redor (faculdades, instituições públicas), justamente porque a necessidade de engajamento, luta e discurso ativista caiu em desuso nessa cena pós-moderna, sendo essa postura substituída por outros segmentos mais líquidos e sem projetos de identificação a longo prazo. Em outras palavras, o que você é hoje não precisa ser amanhã.


O interessante é que o tom com que se levou esse debate foi de pura nostalgia, como se “nas antigas” o círculo das ideias relacionadas ao underground fosse de fato verdadeiramente positivo para a construção de uma sociedade livre e realmente democrática. Quando a suposta solução para essa juventude “apolítica” foi apontada pelos palestrantes, a experiência narrada por estes não enriqueceu em nada o suposto debate, pois os mesmos não deixaram claro como caronas, gritos, tradições gaúchas, sociedade sem cigarros, dezenas de organizadores, público pagante, donos de bar, deixar a namorada, largar a universidade, poderiam ser uma solução para “uma sociedade underground em decadência”. Sendo assim, logicamente e sob a minha visão, respeitando a “coragem” daqueles que estavam a propor as ideias, não falaram nada com nada!
Criticar o paradigma atual do underground musical de fato é necessário e urgente, porém a critica deve ser seguida de argumentos que tenham alguma finalidade, pois quando isso não acontece apenas se reforça a própria teoria criticada como alienação underground, pois não basta só gritar, tem que saber o porquê do grito, e como argumentei, no “faça você mesmo”, podemos fazer muita coisa, inclusive nada!!!