terça-feira, 14 de julho de 2009

Uma real alternativa...

Alternativo é aquele que procura um modelo diferenciado daquilo que é macro, daquilo que é dominador. Portanto os alternativos são pessoas diferenciadas, politicamente corretas, que causam uma ruptura com aquilo que lhe foi ditado, criando todo um estilo diferenciado e que está em evidencia entre as tribos tipicamente urbanas, tipicamente da classe média.
O modelo alternativo, quando atrelado a música e a moda, pode ser reconhecido por uma infinidade de argumentos e acessórios, vestimentas e falácias, postura e instrumentos. São eles, os alternativos, que tentam se mostra como resistência da ignorância, mostram-se como belos regionalistas, defendendo novos discursos, expansão mental, novas posturas... viva a sandália de pau!
Porém, os alternativos nem de longe estão perto de concretizar seus discursos, na verdade eles são aquilo que mais de retrogrado existe em uma sociedade, pois na verdade promovem eles um discurso demagógico, e portanto, alienado.
Desdenham eles a sociedade de consumo, lutam por mais liberdade, menos imperialismo, mais educação. Realmente até eu me interesso e luto por esses pontos, e logicamente também sou um sonhador, entretanto de que forma, que não seja idealista, esses que naufragam o discurso libertário propõe uma verdadeira mudança?
Para modificar aquilo que é errôneo, a mudança deve ter inicio por uma metamorfose individual, interna e profunda, que realmente cause um rompimento entre aquilo que é convencional para se transforma naquilo que possa ser uma alternativa de vida, ou seja, não basta apenas trocar a roupa, calçar uma sandália e defender o vegetarianismo, a mudança é profunda e causa queda. Uma queda daquilo que convencionamos a proclamar de liberdade, e que nada mais é do que uma prisão com modelo diferenciado.


Olhar o mundo por outro ângulo, desacreditando e tirando a credibilidade de todos, inclusive a nossa, é o ponto inicial da mudança, romper com o nosso consumismo bestializado, que causa a dependência e violência daqueles que vivem numa realidade menos abastada, seria uma segundo ponto.
Politicamente correto não é só aquele que impõe uma oratória que teoricamente respeita ou privilegia os menos favorecidos. Politicamente correto, e verdadeiramente alternativo, é aquele que rompe com as indiferenças sociais, que realmente luta externa e internamente contra algo imposto, e que planta dentro de si a semente da mudança ativa, e não teórica e bairrista. Alternativo é rompimento e radicalização individual...o resto é balela!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Abaixe o seu pênis!



O pênis é um instrumento de poder muito bem alicerçado na cultura em que vivemos, e não me dirijo a cultura regional ou nacional, me refiro a uma cultura macro, global, e portanto, universal.
Será que existe pênis pós-vida? Será que a sociedade peniana irá pagar por sua ditadura, e que as mulheres do além conseguiram a tão sonhada liberdade feminista, impondo a ditadura da vagina? Num sei não!
Mas que devemos derrubar a ditadura peniana, impondo um método de democracia direta, com a participação dos grupos mais marginalizados, “como” (literalmente) a republica da sodomia, devemos sim!
A proteção peniana sempre foi focada em uma suposta superioridade viril frente a famosa delicadeza vaginal domestica, ou contra a perversão sodômica ou lésbica, porém esse “glamour” primitivo da esperança heróica de um pênis militarizado já pode ser apagado da história, visto que para o controle dos meios tecnológicos, e a sociedade caminha para tal, não precisa da truculência peniana, qualquer sexo capacitado profissionalmente pode manusear, ou fazer a manutenção de tal aparelhagem.
Como a “truculência machine” pode ser controlada por qualquer ser, independente do sexo ou da opção sexual, podemos enfim fatalizar a história do sexo opressor, da ditadura peniana, e enfim viver num ambiente de igualdade de prazeres, descaracterizando esse mundo do pênis.
Portanto: “Abaixo o seu Pênis, não somos inocentes!”.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Esmola? Não obrigado!



Alimentar a pobreza criando meios pra que ela se fortaleça, progrida e se espalhe por esse Brasil continental sempre foi nossa política mais abrangente, por isso a pobreza nunca acabou, pois ela é a maquina eleitoral desse Brasil imundo.
As esmolas governamentais, religiosas e populares acomodam. Acomodam e incomodam! Acomodam porque criam uma expectativa de vida baseada nas migalhas das ilusões, na vida do encosto, na espera de algo do próximo. Incomodam pois o dinheiro que sustentam tais esmolas, em sua maioria, são de proveniência governamental, ou seja, dinheiro do povo. Dinheiro do povo que não serve pra ajudar o povo, e sim apenas deixá-los sobreviver!


A pobreza é vergonhosa. Mantê-la viva é uma crime! Devemos acabar com a pobreza de forma racional e eficaz, sendo assim devemos acabar com a esmola. Precisamos fazer políticas sociais que realmente ajudem o povo, construindo um relacionamento benéfico, que deixe um alicerce para que este possa sobreviver dignamente, não parasitariamente.
Educação nunca é de menos. Acesso a comunicação nunca é de mais. Democratização política e dos bens naturais poderia ser um começo. Criar um novo status quo poderia ser um bom final.

A luta parece está demasiadamente fora de moda, os discursos se encontram em estágios demagógicos, precisamos ter uma nova analise sobre nossos conceitos... Precisamos explodir nossos conceitos e se desligar de nossas imbecilidades!
Oscar Wilde dizia: “Os piores senhores eram os que se mostravam mais bondosos para com seus escravos, pois assim impediam que o horror do sistema fosse percebido pelos que o sofriam, e compreendido pelos que o contemplavam.”
Fim!

Paz?

A paz é minha companheira, minha parceira, praticamente uma truta minha. Conheço a paz há muito tempo e muito provavelmente meus primeiros contatos com ela foi na minha educação domestica infantil, que privilegiou o dialogo, a retórica e a paciência.
Em contrapartida muitos daqueles que cresceram em minha comunidade não tiveram o mesmo acesso a tal educação, e por ventura não obtiveram em sua formação pessoal um limite quase infinito de possibilidades pacifista, o que elevou, e as estatísticas policias podem provar, uma grande taxa de violência urbana no local onde cresci.

Estatísticas! Estatísticas?
Para que servem mesmo esse tipo de estatística? Para um futuro compromisso social firmado entre governo e população, na qual, a segunda será beneficiada por futuros investimentos em qualidade de vida, tentando com isso diminuir a violência no futuro? Ou para criar uma barreira na expansão imobiliária, ou algo do tipo, que possa sempre privilegiar uma determinada classe, em detrimento e comparação a outra?
Não sei não! Tenho medo de controle social. Tenho medo de estatísticas! Tenho medo da violência! E preciso mais de paz!




Em busca dessa paz que tanto almejo passei a divulgar minhas intenções pacifistas, passei a escutar idéias insignificantes para me, só para deixar as pessoas mais relaxadas, mais felizes, ao menos momentaneamente! Passei a não comer carne! Passei a fumar menos!


Em um primeiro momento até pensei que tal submissão das minhas vontades e taras seriam benéficas para o globo. Porém depois pensei que o globo não seria benéfico se eu não continuasse a ser “Eu”. Portanto continuei a ser da paz, porém voltei a desconfiar de tudo que se mexe, de tudo que pode virar estatística, de tudo que pode tirar minha paz.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Jesus, dezembro chegou!

Talvez o que tenha mantido os ocidentais tão supostamente unidos e arrogantes capazes de realmente pensar que são o paradigma “mor” a ser seguido pela humanidade global tenha sido a idéia cristã, mesmo sendo Cristo o resultado de uma política opressora do Ocidente sobre o Oriente do tempo de Otavio Augusto.
Porém, a materialização do filho do Senhor naquele que em demasia era humano, perdeu seu sentido, e, por conseguinte, sua graça. Jesus em meu ver não passou de um revolucionário, e como todo revolucionário que se prece, era louco. Tinha manias ditatoriais, por isso muito provavelmente se mostrava como filho de alguém supostamente superior aos homens.

De todo modo, aqueles que também o seguiram terminaram enlouquecendo, e num ato de pura canalhice resolveram comemorar seu nascimento. Após alguns anos, convencionaram achar que tal data simbólica poderia servir não mais pra causar comoção naqueles que seguiam a doutrina cristã, e sim causar a solidariedade, que estranhamente transformaram em consumismo de bens duráveis ou não duráveis.
É nesse meio tempo que a transcendência de Jesus passar a significar compras em shopping center, sujeira na cidade, congestionamento de veículos, maior poluição, aumento significativo de pedintes, etc.

Seria um duplo crucificamento, Jesus foi crucificado novamente pelo sistema! E seu nascimento ganhou um novo significado. A luxuria tão condenada pelo “mago” ganhou lugar em seu bolo, e a falsidade entre os seres chegam ao seu maior limite nessa data.
Pois é Jesus, você errou de novo! Poderia ter vivido o resto da vida com Maria Madalena, com toda certeza alguém deve ter lhe dito que não valeria a pena dar vida por pobres escravos, foi ser teimoso deu no que deu!

...compre batom, compre batom, seu filho merece batom!

Se ouviram do Ypiranga quê que eu tenho haver com isso?

Nunca acreditei no Brasil como uma nação unida, que na base de sua miscigenação tenha criado um universo único e plural, na qual, o abismo econômico e social não fosse obstáculo para a essência entre os brasileiros.
Não me identifico com nenhuma nacionalidade, e sempre desconfiei de qualquer projeto destinado a tal feito, pois pra mim tais ideologias serviram mais para questões separatistas culturais do que união entre povos. Sou um menino do mundo, não de um lugar fronteiriço a outro.
Por tal concepção não posso deixar passar batido a volta de perigosos discursos que estão a penetrar no underground pessoense. Discursos que eram pra cair no esquecimento, mas que por ventura não caíram. Estou a falar de ondas Carecas aqui na cidade.
Os Carecas se destacam por serem um grupo reacionário, direitistas, e por conseqüência anti-libertário. Utilizam da repetição e discursos inflamados para pregar uma suposta união de povos, ou mesmo, uma suposta superioridade.



Os Carecas além de nacionalista são homofóbicos, alguns pregam o ódio racial, e alguns outros proferem discursos anti-judaicos, identificando esse discurso não contrário a religião judaica, e sim a questão racial, ou seja, um discurso atrasado e de influencia ariana. É difícil entender inclusive tal fato. Se é um grupo ideológico que prega o nacionalismo, qual o porque de se identificar com idéias puramente européias? Não existe adequação ou adaptatividade dessas correntes aqui nesse país, na verdade até existiu um louco que tentou transforma-lá a nossa realidade, Plínio Salgado, um dos frutos indesejados da semana de arte moderna, 1922.



Na Paraíba, tais Carecas, ganham espaço, ou procuram seu “espaço vital”, através de uma radio digital, chamada coturnada, onde músicas e frases como “Vida longa aos Skinheads” são proferias e ovacionadas.
Tais pessoas tornam-se perigosas por não respeitarem a diversidade de pensamentos existentes na pátria defendidas por eles. Tornam-se perigosos por agirem com violência física e não discursiva, tornam-se perigosos por organizarem-se hierarquicamente acreditando em discursos militares.

No inicio a conversar pode ser patriótica, depois a conversa é homofobica, depois racial, e por aí vai. Entrar nessa quer dizer ser controlado, acreditar na indiferença, é mascarar culpados para o problema nacional, que na verdade foi construído historicamente.
Não deixe que idéias absurdas tente controlar sua pessoa, não se entregue a discursos sem lógica e atrasados, lute por melhorias para o mundo e não para um povo.

Eliminem a Pátria, dane-se a Pátria! (AEP)



segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Tem gente que passa fome de graça!




















O estereotipo de beleza dominante vem sendo cada vez mais difundido pela mídia. É bunda de tal jeito, é coxa de tal medida, é pênis de tal diâmetro e barriguinha saradinha. Criou-se uma relativa necessidade de paradigma físico robótico, no qual, a felicidade depende de tal perfil.
Na busca por tal robotização, pessoas procuram medidas alheias, medidas de terceiros para alcançar o gozo, como se isso fosse uma real integração entre dois corpos, como se isso fosse a formula máxima do tesão.
O tesão por si só não depende de físicos másculos, cabelos escovados e lentes claras. O que precisa disso é a mídia, pois sem manipulação ela não vive. Quantas e quantas pessoas poderão ficar traumatizadas, ou no mínimo decepcionadas, por não ter o traseiro da Andressa Soares, a famosa “mulher Melancia”? As mulheres querem ter o traseiro assegurado da Carla Perez, em contrapartida não são muitas que se declaram a favor de ter seu nível cultural.


O nível cultural talvez tenha sido a maior barreira desse espetáculo pós-moderno. Você escolhe: Pagar pra pegar peso, ou pagar pra ter cultura? Pagar pra ficar robotizada ou pagar pra ter coesão e coerência? Ajudar quem passa fome, ou passar fome de graça?Pois é, a mulherada caminhou para um novo patamar onde deixaram de lado o prazer de serem amadas para apenas transformarem em um objeto de desejo, de posse, de masturbação! A liberdade e igualdade dos sexos transformou-se na vulgaridade feminina, na masculinização do feminismo. A luta trouxe resultados inesperados e infelizmente as mulheres passaram a se equiparar com nos homens, ou seja, tornaram-se sujeitas vazias, sem pudor e com um narcisismo oculto.

Sobre um corpo estilizado, cheio de aculturação e de perfil imposto, que cheira apenas a masturbação e a óleo de amêndoa, eu prefiro ficar despersonalizado!