quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Os animais humanizados

Nosso país cresce a passos não largos, passos miúdos, no entanto, ainda como antigamente, o Brasil é visto como o país do futuro, e das novas oportunidades. Temos alicerce para sustentar esse crescimento? Não, o que de fato me faz pensar que seremos o país do quase – quase rico, quase pobre, quase desenvolvido, quase subdesenvolvido.
No entanto, se a meu ver não teremos tantas chances futuras, temos chances no tempo presente, e o tempo presente é um tempo a ser aproveitado, e é isso que estamos fazendo, aproveitando, cada um de sua maneira, cada um ao seu estilo.
Dentro desses estilos de aproveitamento, tem um que me incomoda bastante, o estilo de não humanização dos humanos, e de hiper valorização humana dos animais domésticos, notadamente os cachorros. Foi embora aquele tempo que a maioria das pessoas se compadeciam com a pobreza do outro, com os problemas do dia-a-dia, e com a melhoria da vida coletiva.
Somos um país de consumistas, consumimos e nos endividamos muito, e um dos principais exemplos desse consumo é o alargamento dos números de pet shops. Por que as pessoas enfeitam os cachorros? Qual o real sentido disso? Pra quê comprar camisetas, calcinhas, totós, chapéus, esteiras para um animal? Pra quê dar banho de piscina, dar massagem, aparar pelos pubianos, fazer unhas? Será que o animal necessita realmente desse tipo de cultura ou queremos transformar cachorros em seres humanos?
De fato não existe nenhum problema com os cachorros, o grande problema é a humanidade no seu sentido de bestialização consumista. Ás vezes quanto melhor o índice de desenvolvimento da economia, maior o nível de gastos desnecessários e ridículos. Obviamente que gosto é gosto, mas cachorro não é gente e pronto.
O interessante que a cada vez mais pessoas adentram nesse sistema de descaracterização dos bichos e humanos, havendo uma troca de valores no que tange a questão dos direitos do homem e da mulher. Por exemplo, é muito comum na atualidade pessoas fazerem campanha para adotar financeiramente ou familiarmente um animal abandonado, ao mesmo tempo que as pessoas viram as costas para aqueles que são a sua semelhança e que por ventura estão em situação de risco.
Não se trata de não se sensibilizar com a morte e tortura de animais, trata-se de sensibilizar mais com a morte e tortura física e econômica dos sapiens sapiens. Se temos dinheiro suficiente para gastar ridicularizando os animais, por que não gastar parte desse dinheiro para melhor humanizar o nosso meio?
Não gastamos com a melhoria do nosso meio porque a grande maioria das pessoas se deixam ludibriar com o bombardeamento midiático a essa nova vertente da nossa cultura, infelizmente quanto mais deixamos nossos ANIMAIS domésticos “exóticos”, menos humanos ficamos, e mais animais não sapiens nos tornamos – VIVA !!!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Eu, meus orgulhos e meus sentimentos


Há alguns anos que precederam a escrita desse texto, tinha Eu uma camisa propagandista com os dizeres: “Orgulho de ser nordestino”, de uma grande rede de supermercados locais, que hoje pertence ao capital externo, e que naquele momento minha pessoa usava como forma de deixar bem claro minha posição frente a minha região, uma típica mostra de regionalismo.
Pois bem, ainda tenho tal orgulho, da mesma forma que ainda me falta orgulho em diversas coisas, como por exemplo: um Estado nacional que respeita as peculiaridades de cada região, que respeite o outro, as individualidades e as multiplicidades. De fato, falta muito orgulho em minha vida, talvez por isso acho complicado escrever sobre orgulho, isso porque a noção de orgulho não me agrada, pois tenho pouco estima por aquilo que as pessoas tem orgulho (dinheiro, bens materiais, falsidades).
No entanto, enfatizando o tema desse texto, eu tenho sentimentos, sentimentos os quais me deixam orgulhoso, sentimentos que me fazem ser um ser infinito, renovável, mutável, sentimentos que me classificam como humano em processo de criação, no melhor estilo rio perene, aquele que nunca deixa de receber novas águas!
Sendo perene estou sempre aberto a discursões e avaliações, sendo perene estou sempre disposto a mudança, sendo perene nunca serei o mesmo, sendo perene não buscarei a rotina, que apesar de me fazer bem, me limita como algo rotulado, terminado, concluído, eu sou o mesmo mas não serei igual.
É a busca por novos sentimentos que me transforma, é a busca pelo vazio que me preenche, a compreensão me deixa motivado, a motivação me faz pensar, os pensamentos me libertam, a liberdade é o meu principal objetivo.
No entanto, minha individualidade só é completa quando respeito a coletividade, e a coletividade é um problema, por sinal muito grave. Não respeitamos os direitos dos outros, normalmente nossas individualidades também não são respeitadas, e citando Montesquieu, ...uma injustiça feita a um, é uma ameaça a todos...
Tenho minhas duvidas sobre o que de fato é ser civilizado, tenho minhas duvidas e incertezas quando o assunto é futuro, tenho minhas duvidas sobre aquilo que pode me deixar feliz. A felicidade é utopia, a liberdade é um grande sonho, sonho é o que nos alimenta e pesadelos é a nossa rotina.

Viva o impossível!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sou hard Core

Hard Core é um estilo musical que rompeu as barreiras das poucas notas, adentrando na postura individual, formando e deformando o caráter, sendo um estilo de vida de muitas pessoas, que ao negar a cegueira social, passou a enxergar o mundo a partir de novas formas, com novos olhares.
O Hard Core não é mais uma teoria que tente se mostrar como a dona da verdade, de fato não se trata de verdade, a verdade nunca será solida, nem se quer se trata de uma teoria, trata-se de uma conduta pessoal radicalizada e pessimista frente ao presente/futuro, que a partir da musica e de outros meios contra-culturais procura uma saída pessoal para aquilo que o meio impõe.
É uma alternativa das ideias alternativas, é uma válvula de escape do submundo, é algo que não se limita aos “três acordes”. Viver o Hard Core não é buscar a incoerência, muito pelo contrario, é se libertar do mundo autoritário, é saber respeitar a opinião dos outros sem concordar com elas, é gritar educadamente quando os outros não querem ouvir, é pensar e agir coerentemente, e não inconscientemente.

sábado, 9 de julho de 2011

Jogando pérolas aos porcos

O texto abaixo foi escrito essa semana por mim em resposta de um comentário de uma leitora sobre um texto antigo: "Todo mundo odeia o Zé!"





Maria:

"queria vc sser odiado por todo mundo mais nem isso vc consegui, pq vc não é ninguem, seu bosta só fala merda, e sua foto caba feio da porra, desce pro inferno capeta kkkkkk..."



Eu

O texto acima foi escrito por alguém que muito provavelmente não sabe muito bem ler e escrever, ao menos na forma gramaticalmente correta, e foi assinado por uma tal de Maria, que muito provavelmente não tem esse nome (Maria) em seu RG, e que, numa linguagem mais coerente com o mundo das redes sociais de relacionamento, deve ser um fake. Isso mesmo, um fake.
De acordo com Wikipédia “Fake” ("falso" em inglês) é “um termo usado para denominar contas ou perfis usados na Internet para ocultar a identidade real de um usuário”. Ainda de acordo com a Wikipédia, “no Orkut, ou em outros tipos de sites de relacionamento, os criadores de perfis fake na maioria têm entre 10 e 20 anos de idade”.
De fato, fico feliz em atingir tal faixa etária de leitores, mesmo não sendo esse meu objetivo; no entanto, “figay” infeliz pelo simples fato de não entender o que a tal “fake Maria” quis me explicar, ou criticar, ou sei lá o quê... de fato, deve ser difícil estar na faixa etária de um Fakie, deve ser difícil ser um fake. Na verdade, eu não sei porque as pessoas são fake.
Sinceramente, eu escrevo para todo o mundo, e é uma pena que apenas uma mínima parcela irrisória desse mundo me leia, mas enfim... não sei! Mesmo sem saber, sei que a tal “fake Maria” é eleitora de Zé Maranhão, que aqui chamarei gentilmente de Zé Pomba, e que por ser eleitora daquela virilidade política, deve ter tido algum problema escolar, que cabe aqui meu respeito.
Sim, fake Maria, eu lhe entendo, e é pesando em sua posição não sexual que citarei Voltaire: “(...)Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lá." Nesse caso, tentar dizer. E só pra finalizar essa “resposta”, não, não queria eu ser odiado por todos (...), não, eu não só falo (digito) bosta, e não, eu não sou feio, eu sou até bonitinho, assim fala minha esposa...

quarta-feira, 18 de maio de 2011



O público não é privado, o público, como já diz o nome, é público, é dos contribuintes, é do povo pobre e rico, é de todos. Coisas públicas não funcionam direito nesse país, na verdade nada funciona direito nesse país, nada mesmo. O privado é uma merda, o público igualmente merda, portanto não temos um problema com a classificação das instituições, temos na verdade um problema cultural.
A cultura brasileira é o problema, o samba é um problema, o carnaval um problema maior, o São João um problema menor, as eleições... bem as eleições eram pra ser parte da solução, porém como os brasileiros são os votantes as eleições também são um problema, em um caso especifico, um problema maior ainda.
O brasileiro não está pronto para a democracia, pois ele não respeita o público, portanto não respeita aquilo que é a pedra fundamental de governos republicanos. Tenho minhas duvidas sobre o que o brasileiro está preparado. Tenho, no entanto, uma visão positiva para os brasileiros (...) continuaremos sendo fornecedores de matéria prima para países mais organizados, e que por ventura respeitam o que é público, e também valorizam aquilo que é privado.
Somos a vanguarda daquilo que poderia dar certo, mas que porventura sempre dar errado, os erros são explicáveis, as posturas não. Poderíamos sim nos torna uma grande nação em termos de desenvolvimento econômico se aqueles que aqui habitam não fossem brasileiros, se não fossem mal educados, se não fossemos mal intencionados... enfim, se....

quinta-feira, 5 de maio de 2011

... Deus ...



Um deus com “D” maiúsculo é o que procura a maioria das pessoas da nossa civilização, um deus que seja onipresente, bondoso, raivoso, castigador, um deus que seja amável, carinhoso, caridoso, um deus o qual der um destino certo ao povo, um deus que saiba compreender a falta de ética e de escrúpulos de pecadores, sejam esses seguidores do deus “X” ou do deus “Y”.
É graças a deus que alguém enriquece, da mesma forma que é graças a um plano futuro de deus que as pessoas pobres sofrem, deus sabe o que faz. Deus sabe o que faz quando todo um continente padece sobre a fome, deus sabe o que faz quando guerras são declaradas em seu nome, deus sabe o que faz quando o preconceito ao livre arbítrio é declarado abertamente por templos que usam seu nome, deus não dorme.
A deus pertence o futuro, a deus pertence o passado, a deus devemos lealdade, a deus devemos simplicidade. A deus devemos tudo, portanto podemos também lhe cobrar tudo. A deus podemos cobrar igualdade, a deus podemos cobrar fraternidade, a deus podemos cobrar liberdade.
A deus devemos cobrar e exigir respeito, não queremos mais castigos, queremos recompensas, queremos um mundo melhor, chega de hipocrisia, queremos fartura, diversão e segurança, chegou a hora de deus mostrar serviço. Deus, caso seja realmente um deus, com “D” maiúsculo, deveria realmente fazer algo por aqueles que acham ser suas criaturas, caso contrário, as criaturas chegarão a conclusão de que a única criatura é um deus, desse modo, com “d” minúsculo, e tudo aquilo que eles criaram e deturbaram ao longo desses 2011 anos foi realmente uma fraude, a tanta já anunciada.
Como disse Jules Renard, pensador francês do século XIX: “Não sei se Deus existe. Mas seria melhor para sua reputação que não existisse.”

quarta-feira, 9 de março de 2011

Não basta só gritar, tem que saber o porquê do grito!



Esse é meu lema, meu jargão, minha mesmice, resultante de uma energia nem um pouco positiva, com uma imagem sobre o futuro extremamente pessimista. Sou o resultado daqueles que não souberam explicar o porque das coisas, que falharam quando tentaram impor reticências em explicações nem um pouco condizente com a realidade. Sou o resultado de palavras de ordem fracassadas.
Eu leio o mundo, eu leio livros, leio olhares, isso tudo sempre a procura de uma explicação racional para as coisas e sobre as pessoas, nunca deixo que me manipulem, não deixo que me governem, dos outros nada quero de fato, de mim mesmo quero tudo: transformação, caráter, simplicidade, verdade.
Construo meu Eu com experiências nossas, e cutucando ali e aqui cheguei a minha maturidade emocional racional, maturidade essa que me faz gritar sabendo o porque de todos os meus gritos e gruídos, que me fez refletir todos os meus posicionamentos a respeito daquilo que anteriormente fracassei em defender ou criticar, hoje realmente sei o caminho da felicidade: a falsidade.
A falsidade e o não olhar profundo sobre aquilo que estar nos circundando é o que tornam as pessoas felizes, satisfeitas, surdas, mudas e cegas. Não me dou por vencido da tragédia que é essa vida, e como um subversivo pós-moderno não baixarei nunca minha cabeça e nem desfiarei meu olhar daquilo que condeno, se ser feliz é literalmente abdicar do sofrimento dos nossos semelhantes, prefiro eternamente a tristeza!
Posso até ser vencido, posso até passar batido, posso inclusive não ser notado, mas minha parte varei! Eu, Solano Alves, faço parte de uma frente de libertação individual, faço parte de um grupo de uma pessoa que acredita que existe algo errado, faço parte daqueles que procuram fundamentos racionais e emocionais saudáveis para todos. Por isso eu grito, eu choro, eu luto... nesse LUTO vazio que é a vida...vida...vida!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Liberdade de expressão ou libertinagem?




Não seria exagero dizer que tenho nojo daqueles que tratam o jornalismo policial, ou a tragédia da vida real, com um deboche bizarro, o qual, agride olhares e ouvidos dos “mais ou menos” esclarecidos, mas que caem nas graças daqueles que não vêem desgraça na desigualdade social.
Certa vez, minha querida professora de história do fundamental dois, em uma discussão desnecessária com alunos em sala falou: “Meninos não confundam liberdade com libertinagem”.
Eu diria o mesmo pro supremo federal, eu diria o mesmo pra Ricardo Lewandowski, eu diria até pro Eros Grau, mesmo estando ele aposentado. O trabalho do supremo não me é estranho, na verdade admiro muito na maioria das vezes, principalmente quando aquela instituição não segue a ideia do Gilmar Mendes, principalmente quando acontece um debate ala Grécia Antiga.
Porém, discordo de algumas decisões daqueles assalariados, e entre tais decisões está a tal de liberdade de imprensa, a decisão que não cobra daqueles que opinam em jornais televisivos um curso superior de jornalismo. De fato, se Lula não tinha diploma universitário, por que Samuka tem que ter?
Acredito que quem gera informação, noticia e manchete tem o poder de promover sua opinião de forma não comparada com outras profissões, afinal é ele, aquele que passa a informação, que forma a opinião de milhares de pessoas, e como tal não foi doutrinado, não foi capacitado, passa a ser mais um problema na educação do povo, nesse caso, o povo brasileiro e paraibano. O gosto rude pela pobreza midiática ganha força frente uma modelo sério de respeito por quem por ventura se transforme noticia.
Má formadores de opinião que se espalharam logo após a decisão do supremo, enchem os lares com o fanatismo midiático, emitindo opiniões que incitam a violência, tratando tragédias sociais de forma carnavalesca, agredindo culpados e inocentes, desfazendo o trabalho que professores fazem durante várias aulas, debochando dos direitos humanos, um instituição consolidada em todo o mundo civilizado.
Obviamente que assiste quem quer esse tipo de jornalismo, e o Brasil é democrático nesse sentido. No entanto, devido ao grande apelo para bizarrice e para a sacanagem pessoas são cada vez mais atraídas para esse tipo de comédia com a vida real, e como o povo não tem acesso a uma educação decente, cai nas graças desses que enojam o trabalho jornalístico. Além de crianças serem atraídas para tal fantasia do Samuka Boy Doido.
Nem toda culpa é do supremo que legalizou esse tipo de fossa jornalística, como também nem todos que tem diploma são necessariamente bons para o cargo. De fato, nesse caso acho que deveria ser feita uma analise de liberdade de imprensa para que a mesma não vire libertinagem de imprensa, pois a TV infelizmente tem um papel mais importante na educação popular do que o próprio professor e a escola, e o tipo de formadores de opiniões contratados por empresários fazem mal ao Brasil, ao mundo, ao planeta!


Obs.: Nunca entendi por que a pessoa é chamada pra dançar depois de matar, roubar, ou de praticar qualquer outro tipo de contravenção penal... Qual a graça nisso?


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A culpa é do Estado!




A grande confusão momentânea na cidade que não é maravilhosa me deixou com muitas duvidas: quem realmente levará a Paz? E como acreditar em uma paz armada? A paz é uma condição de direito de cada cidadão, muito provavelmente um direito inalienável, porém o mesmo que era para garantir tal condição, é aquele que de forma bastante arbitrária transformou ou construiu essa realidade.
Se antes os moradores de comunidades pobres cariocas viviam sobre o terror do tráfico de drogas, agora eles iram viver sobre o terror do Estado, o mesmo Estado que sempre se mostrou omisso a respeito de suas necessidades, o mesmo que é culpado pela desigualdade que ocasionou a formação de moradias indignas, o mesmo Estado que pôs as armas naquelas mãos.
A culpa é do Estado e de cada cidadão que acredita nesse tipo de cidadania. Como acreditar que o povo vai ser liberto por causa de uma suposta polícia pacificadora? Como? O povo só será liberto quando tiver acesso igualitário aos meios que educam. O povo só será liberto quando de fato jogar a ultima pá de barro nesse tipo de governo.
Creio que um novo tipo de governo que deveria está em questão, um executivo que de fato faça valer nossos esforços para manter nossa democracia, um legislativo que criem leis que possam repartir o bolo para com todos, e um judiciário que aplique o rigor da Lei sem distinção de CEP ou contracheque. Utopia não é acreditar em acesso democrático ou na defesa de uma República, utopia é acreditar que a paz armada, imposta por um Estado omisso, e aplaudido pela imprensa que ganha dinheiro com o sangue do pobre, possa mudar profundamente a realidade daqueles que estão oprimidos por ambas as partes, o tráfico e o seu concorrente fiscal, o Estado.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Quer dizer que seu ídolo morreu por você?

A crença em algo espiritual, que supostamente está acima de todos, não me chateia. De fato me acostumei viver entre falsos moralistas da cristandade, pessoas que falam o nome de Cristo ou de Deus em vão, pessoas que vão a Igreja rezar e fazem tudo errado logo após o fim da celebração, pessoas que apesar de gritarem “EU SOU CRISTÃO”, cometem tudo que é tipo de pecado que o mais ateu de todos pensaria melhor antes de cometer.
Pois bem, nas ultimas semanas tenho recebido na minha conta no Orkut, algumas “rinhas” de orações, as quais, de forma não racional, afinal de contas é uma rede de orações pelo Orkut, tentam chamar a atenção dos jovens e velhos para a falta de importância de Cristo em algumas pessoas.
Entre tais mensagens de apelo emocional, questiona-se o por que das coisas terrena estarem tomando o lugar das coisas que supostamente são de Deus, como a verdade ou os templos religiosos. Muito provavelmente não sou a pessoa mais indicada para responder tais indagações, mesmo assim vou tentar.
Talvez os bares estejam cheios e os cultos estejam esvaziados pelo fato de nenhum dos dois serem algo de Cristo ou Deus, e sim dos homens, e sendo assim o que realmente trás maior prazer momentâneo vai ter maior prestigio. Não sou um conhecedor da palavra da salvação, mas posso questionar a atitude de alguns fieis sobre a sacralização em nome da religião. A religião só faz condenar, talvez ela deveria procurar um novo paradigma para dialogar com as populações de pecadores, buscando uma nova forma de mostra ou apresentar Jesus e seus amigos.
Acredito que a melhor forma de chamar atenção não seja afirmar que Jesus Cristo tem conversas formais ou informais com aquele que é conhecido como Satanás. E mais, será que é sempre louvável mostra Cristo como um frouxo disposto a fazer sempre um sacrifício pessoal para salvar o ocidente? Talvez seria a hora de estudar, ou mesmo debater, novas ideias e concepções sobre o cristianismo.
De fato, acredito que fazer uma oração não salvará ou irá melhorar a vida de ninguém. O que deve importar são as boas obras para com os mais humildes e desamparados, afinal de contas espalhar por uma rede de comunicação e bate papo um texto sem coesão e coerência não é sinal de glorificação, e nem Igreja nenhuma salva, afinal de contas, são muitos representantes de missas, cultos e outros tipos de celebrações que estão envoltos de atitudes pecaminosas que até o famoso Satanás não praticaria.
Eu sei que é um pré-requisitos de religiosos acreditar em coisas que não são reais, mas acreditar que uma rede de oração pelo Orkut pode ocasionar um milagre é no mínimo uma asneira virtual, para não dizer um pecado diante de Deus!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Todo mundo odeia o Zé




Seria bem legal que o título dessa postagem fosse verdade, mas infelizmente não é, ao menos quando o Zé em questão é o Zé Maranhão, também gentilmente conhecido como Zé Pomba, governador da Paraíba por três mandados, o que provavelmente lhe dar uma parcela de culpa pela falta de desenvolvimento e prosperidade dessa região.
Nem todo mundo odeia o Zé, na verdade, de acordo com pesquisas que analisam a corrida para o Palácio da Redenção, muitas pessoas gostam do Zé, o Zé está na frente, mas uma vez o mestre de obras governará o estado da Paraíba, prometendo muito provavelmente o que não pode e que de forma alguma vai cumprir, viva a democracia!!!
Seria uma ótima oportunidade para concordar com Nelson Rodrigues e aclamar que “toda unanimidade é burra”, mas temo que alguém concorde com minha singela opinião e me torne parte de uma pequena unanimidade, o que teoricamente me transformaria em um burro.
De fato, os eleitores de Zé Targino Maranhão não são burros, na verdade são desatenciosos. Pois esses eleitores temem a mudança, são acomodados com a parcela do bolo que nos resta de migalhas, acreditando no terrorismo midiático, acreditando que esse tal “Senhor Candidato” vai dar seguimento a um tipo de governo e gestão pública que só apareça na televisão, ou que só fica no discurso, que não se une com a prática, e que sustenta o discurso da desigualdade e atraso econômico local.
Sim eu queria que todo mundo odiasse o Zé, porém pelo apontamento da pesquisa apenas os pessoenses e os campinenses são capazes de não engolir ele novamente. A região do Brejo tá com ele, os sertanejos não o largam e até o pessoal da região metropolitana de João Pessoa caiu em suas graças desgraças.
Pois é, o Zé está preparado. Para melhorar os problemas de segurança ele pretende comprar mais viaturas. Para melhorar a educação ele promete investir melhor em fardamento escolar. E para melhorar, ou mesmo fazer enfim funcionar a CAGEPA, ele talvez faça o mesmo que fez com a SAELPA e com o PARAIBAN, irá privatiza – lá.
Boa sorte ao povo paraibano, só são mais quatros anos de progresso, obviamente de acordo com a definição desses eleitores a respeito do conceito de progresso. Parabéns aos sertanejos, só serão mais quatro anos com um governador que adora o discurso da seca, parabéns aos adversários, que alijados do poder poderão futuramente se vangloriar e dizer: “Eu não participei desse governo! E eu também odeio o Zé!”

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Não poderia ser pior



Tocar, escutar, pogar, discutir e se divertir são coisas que não me separaram do bom e não tão velho Hard Core, e para mim, são esses pontos que sustentavam a ideia de música underground, uma música sem firulas, com objetivos claros, não financeiros, um testemunho da agonia social.
Simplesmente passou? Não, não passou não! Porém, é difícil achar novas vertentes da música underground que se identifique com a escola musical oitentista, noventista ou até do início desse novo século. De fato, as novas bandas, ao menos aquelas que chegam aos adolescentes por meios midiáticos, inverteram tudo aquilo que se tinha construído sobre postura Rock, pra não citar a postura Punk, a qual, roubaram parte do visual e misturaram com ideais direitistas burguês.

Bandas como Restart, Nx-Zero, Cine, e um mói de outras bostas, são aquilo que melhor representa a postura Posers, verdadeiramente posers, um verdadeiro modelo de um “roqueiro de shopping”, que infiltrados não só nos meios midiáticos, como a TV, mas também em qualquer região urbana, notadamente rock, denigrem aqueles que realmente ouvem a musicalidade e vestem a ideologia dos três acordes, e que historicamente construíram algo que não poderia terminar (e lógico que não terminou) assim.
A grande dúvida do momento, ao menos pra mim, gira a respeito do que mais pode acontecer com a música e ouvintes do underground brasileiro. Bandas, tipicamente burguesas, são a porta de entrada para que adolescente se identifiquem com o modelo musical e passem a procurar mais a respeito, mas a partir do momento que a referencia se tornou tais bandas citadas acima, "temo" que o underground morra.
Morra porque seu ideal não era apenas musical, como hoje é. Morra porque a visualeira é mais importante que tudo, e nesse mundo de estilistas o que sobrevive é aquele que melhor representa a decadência cabeleira, ocultando a iniciativa de debates a respeito de outros temas que muito provavelmente deveriam ser o fogo de uma juventude que é excluída socialmente, e que se acomodou da sua exclusão. Morrerá e não morrerá.
Porém, o mundo dos acordes nervosos estão cheios de pessoas subversivas que adoram contestar aquilo que os circunlam, cheios de pessoas com asco daquilo que está sendo criado, cheios de pessoas que representam o verdadeiro underground. São essas pessoas, identificadas ou não com algo nostálgicos, que farão o underground do underground, são elas que representam a resistência ao projeto besteirol, são elas que olharão para trás futuramente e vão se orgulhar de sua falta de identificação com tal presente e lembrarão futuramente, quando a derrota musical “EMO” chegar, que nessa (naquela) época não poderia ser pior!


terça-feira, 20 de julho de 2010

Eu só queria gritar



Alguém que é muito famoso, embora esteja morto, escreveu em um certo momento que não me importa, a seguinte frase: “Se ninguém quer escutar, nada mais natural do que gritar”. É gritar (AAAAA)... Eu grito, e quer saber? Eu grito muito bem.
Já gritei em Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Guarabira, Campina Grande, Cuité de Mamanguape, Belém de Caiçara, Patos, Conde e várias outras cidades interioranas. Como também em várias cidades litorâneas como: João Pessoa, Natal, Recife, Fortaleza, Maceió... Certa vez gritei um carioca lá na cidade do Pará. Enfim, meu grito já ultrapassou fronteiras. Mesmo assim falta muitos cantos pra gritar, além de faltar muitas pessoas na minha lista que merecem ser gritadas.
Gritar faz bem, apesar de me deixar rouco. É com o grito que eu pretendo extravasar toda minha agonia, e foi com o grito que milhares de pessoas foram educadas. O grito, portanto, é uma ferramenta pedagógica, embora as políticas modernas tenham deixado tal ferramenta em posição escanteada.
Não pretendo gritar como meio repressor. Pretendo gritar como meio libertário, libertar todas as vozes pressas em minhas entranhas repressoras, libertar todas as vezes que injustamente fui calado, liberar aquilo que involuntariamente está sufocado dentro de mim, simplesmente eu grito!
Grito por minha intensa individualidade, grito para não sufocar todos aqueles que por ventura ocupam o mesmo planeta em que vivo e parasito, grito por aqueles que nunca gritaram, não por serem mudos, afinal, existem outros meios de gritar que não seja com a boca, grito... grito... grito (AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Eu espero uma mudança!





Estamos em ano eleitoral e talvez esteja na hora de ocultarmos nossos desejos privados e pensarmos racionalmente sobre o que de fato é melhor para o povo paraibano. Melhor em um sentido de real mudança, e não de continuísmo do subdesenvolvimento que a anos se tornou a frente alegórica da política paraibana.
Não! Não existe rostos novos, no entanto existe boas escolhas, da mesma forma que existe, e neste caso é a maioria, de rosto conhecidos que sempre podemos assimilá-los com aquilo que não presta, aquilo que devemos negar.
Negar, por exemplo, o continuísmo. Somos pobres, atrasados e ridicularizados nacionalmente. Será que a culpa é realmente do povo paraibano ou de sua classe política? Ambas tem sua parcela de culpa, porém são os eleitores que são coniventes pela perpetuação de famílias maléficas na organização do poder político, e sendo assim da sua própria situação.
Eu não só digo não... como grito NÃO. Farei minha derradeira campanha contra nossos atuais representantes, farei meu papel de eleitor e cidadão, e dia 3 de outubro direi não ao coronelismo, direi não a diversas coligações, e sairei desse processo eleitoral de cabeça erguida, e mesmo que meu voto não seja relevante para a derrota do opressor meu papel será fundamental.
Nossos representantes políticos sempre usam o discurso da esperança. Porém, sabemos nós que a esperança é a ultima que morre, portanto enquanto não a matarmos estaremos sempre em um transe exótico e em uma realidade derradeira digna da desigualdade social.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Fotografar




A tempos queria escrever algo sobre fotografia, algo que não fosse elogiando essa técnica que é pura técnica, e não arte, algo que fosse denunciativo, que criticasse o seu andamento atual, algo que não acrescentasse nada ao processo presente dos fotógrafos.
Pois bem, resolvi tentar! E para iniciar, tenho que elogiar, em um primeiro momento, aqueles que fazem da fotografia um modelo sustentável de vida, ou seja, algo que lhes dê lucro. Receber lucro é algo gradativamente gratificante, principalmente quando esse “gradativamente” cria a real possibilidade financeira e material de conseguir êxito frente a “um mói” de oportunistas amadores que adentram no mercado não pela competência de sua obra, e sim pela sua competência de bajulação e coisas do tipo.
Fotografar é registrar o presente para o futuro, é marcar um determinado período a partir de uma determinada tecnologia, é historiar e eternizar determinado acontecimento. Em tempos não tão primórdios não existia a facilidade atual em fazer registros, pois o valor monetário atribuído a um simples equipamento fotográfico não estava ao alcance de todos, e sendo assim, nem todos registraram suas histórias.
Mas, como sabemos, a atual conjuntura econômica e tecnológica mudou bastante, e são muitos os que hoje têm acesso a tal parafernália, e são muitos os que consequentemente a usam para registrar, eternizar e historiar seu presente.
Diante disto, podemos notar que antes o paradigma de fotografar tinha outro sentido, talvez artístico, mas sempre atrelado à questão estética, e que hoje todos os valores foram fragmentados no ar, acabou um sentido e outro foi inventado, mas a estética continuou a ser o principal foco.
Jovens e pessoas não jovens passaram a fotografar todo dia, e em muitos casos o dia todo. Todo o resultado desses cliques vai parar em algum site de relacionamentos, e com biquinhos, franjinhas e “V” de vitória, os amadores vão se tornando populares, e por se tornarem populares com seu besteirol juvenil, acreditam poder adentrar no mercado profissional.
No mercado profissional, tais amadores logo sentem que, apesar de um bom equipamento, falta não apenas experiência, mas também “jeito real” para a coisa, a famosa competência. Mas são insistentes, e sabem que a partir da bajulação podem chegar ao seu objetivo.
Com o intuito de chegar aos seus objetivos, os amadores que agora se sentem profissionais, irão bajular e ocupar, encharcando o mercado, tirando a partir de cachês ridículos a real possibilidade de um profissional se sustentar, “vulgarizando o espetáculo” de registrar, passando-nos um certo tipo de intelectualidade e dom artístico que é falso, passando para os seus espectadores uma nova forma de registro que, por sinal, é vulgar.
Normalmente aquilo que se torna popular ganha novos paradigmas, como a fotografia ganhou, o que de fato não é problema... Porém, a técnica de fotografar perdeu parte da sua naturalidade, tornando-se algo falso, não proposital, patrocinando ou motivando a juventude a transformar seu presente em algo que não aconteceu propositalmente, e apagando, ao mesmo tempo, o que deve motivar mais: o trabalho do real fotógrafo.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O orgulho de ser paraibano?

Sempre tive vergonha de vestir qualquer tipo de vestimenta que mostrasse, ou simbolizasse, as cores do meu estado, ou de qualquer outro lugar, pois como todo jovem revoltado, não me sentia representado por nossas instituições governamentais, e sendo assim, criei um asco a determinadas simbolizações.
Porém o tempo não parou, e aquilo que tinha em mente em determinada épocas mudaram, afinal de contas não sou mais um jovem mimado e revoltado, sou agora um adulto responsável e revoltado, no entanto, mais maleável. Decide, portanto, usar as cores do meu estado, da minha terra.
Em um primeiro momento tentei usar tais representações, como a bandeira, de forma que representasse uma certa satisfação e bairrismo por essa localidade, mas como antes não me senti confortável. Daí pensei em usar não mais a bandeira, mas experimentar apenas usar vestimentas com cores referentes ao nosso “manto sagrado”.
Saí de casa, fui ao trabalho, e logo alguém me confortou, perguntando-me se eu estava de luto, visto a camisa de cor preta que vestia, no calor de muitos graus. Tal pergunta, ou comentário, foi o que me fez melhor identificar com nossa bandeira, pois Eu, como João Pessoa, NEGO, nego usar tal representação, nego ser um bairrista, nego está de luto por um representante das minorias. Também NEGO ser representado por nosso não tão viril governador, Zé (Pomba) Maranhão, da mesma forma que NEGO a evolução política e social do nosso estado.
Resumindo, ainda enxergo o nosso estado como o via na minha adolescência revoltada, um CU(rral) eleitoral, sendo o povo paraibano massa de manobra de representantes da classe minoritária, que em nada se comprometem com o desenvolvimento dessa região, e que a fazem uma das mais sub-desenvolvidas do Brasil, motivo de piada nacional. A única coisa que me sinto representado nas cores que estampam a nossa bandeira e o preto de luto, não por João Pessoa, mas pelo o povo em quase sua totalidade, e o vermelho pelo sangue em sacrifício da nossa população, que em troca do clientelismo público e privado aceitam o jogo político oligárquico da Paraíba, esse jogo eu NEGO!

Eu NEGO Zé Maranhão

Eu NEGO João Pessoa

sábado, 12 de junho de 2010

Underground



O underground resiste a passos largos, e se as bandas não agradam àqueles que tem os sentimentos mais nostálgicos, como é meu caso, as atividades e trocas de ideias se tornam mais intensas, agradando às lembranças históricas de outrora, através daquilo que compõe e dá sustentabilidade a esta nova sociedade pós-moderna.
Nesse meio ao qual pertenço, e do qual me auto-excluí, e ao qual, portanto, não
pertenço mais, pude notar que continua uma intensa troca de acordes entre as capitais nordestinas, e que o fluxo de bandas sulistas também cresceu por aqui, o que me leva a crer que os contatos entre as bandas melhoraram significativamente, ao menos no que tange a questão de recepcionar os colonos.
Mesmo assim, aquilo que podemos chamar de cena alternativa, de fato, não é muito alternativa, pois não propõe uma real mudança das demais tribos musicais ou sociais existentes na sociedade, o que, na minha opinião, apenas aponto como acomodação do estilo, e que numa análise parcial posso compará-la com aquela que antes existia, e que também não apontava uma real alternativa de vida.
Ainda em minha opinião, aponto tal cena como prioritariamente modista, pois essa me parece ser a principal preocupação daqueles que estão inseridos nela: a moda. Podemos notar que os espectadores e as bandas, em muitos casos, se mostram complacentes em suas vestimentas, gírias, pensamentos e até em gostos culinários, ou seja, não existe naturalidade no que se fala, no que se pensa e no que se come!
Convém frisar que dentro desse atual underground falta discordância. Parece que todos estão envolvidos numa aura de concordância fenomenal, uma sociedade perfeita, onde superadas as questões sociais e políticas daquilo que a rodeia, restaram apenas serem coniventes em suas singularidades e coletividades.
Seria incorreto afirmar que não existe uma cena rock na Paraíba,porque ela existe sim. Porém, esta se comporta da mesma forma que outras cenas musicais: é alienada, rotulada e nada tem a mostrar de novo ao mundo. É apenas uma cópia daquilo que também é copiado em outras capitais nacionais, com algumas singularidades, lógico.


O rock sai do armário – lesbianismo, sodomia e Rock and Roll!




Deve existir alguma teoria subversiva que explique a crescente banalização da virilidade na música rock atual. O rock, principalmente aquele de garagem, em minha singela opinião, foi algo, em sua completitude, sempre ligado ao heterossexualismo; mas tal atividade, ou conduta sexual, perdeu a legitimidade, o que me faz perceber que o rock saiu do armário!
Tá certo que a purpurina e os discursos de liberdade sexual sempre foram levados a sério em qualquer modelo de comunicação que preze pela liberdade; no entanto, mais uma vez, o rock elevou o discurso defensor das minorias oprimidas, e de uma forma bem natural foi incorporando traços afeminados em suas músicas, em seus grupos, em sua subcultura.
O resultado dessas naturalidade e espontaneidade de romper limites foi o passo que faltava para as novas tribos urbanas, notadamente as da classe média, adentrarem no espaço rock, causando uma mistura muito positiva e sadia nesse círculo, e inclusive impactando a mudança do nosso clichê – Sexo, Drogas e Rock and Roll –, que passou a ser Lesbianismo, Sodomia e Rock and Roll!
De fato, ainda temos uma resistência a esse modelo, a essa libertinagem sexual. Mas podemos compreender que isso é uma tendência do modelo internacional. Afinal de contas, o Led Zeppelin acabou, e Marilyn Manson é um gay dominador. Portanto, cada vez mais, teremos uma “maior penetração” desses novos modelos, e mesmo que o creme não seja suficiente para aliviar a dor naqueles mais conservadores, essa é uma realidade com alicerce pra ficar. Ademais, olhe à sua volta: você está envolto em um mundo cor de rosa, onde ser homem ou mulher hetero chegou a ser tradicional!

terça-feira, 13 de abril de 2010

A justiça passou a funcionar!

Pois é, esses novos políticos estão empregnados de atividade e ações dos velhos políticos brasileiros. Graças a Justiça dos Homens temos o Ministério Público para tentar moralizar esse país, esse estado, essa cidade! É com pouco orgulho que falo desse episódio, pois tal político cassado apesar de nunca ter tido o meu voto, era uma esperança de renovação na atividade política desse pobre estado brasileiro.
Como notamos, a esperança é uma lástima, mas é inevitável a falta de ética daqueles que se associam com políticos tradicionais e defendem esses a unha e carne!

Vote Nulo!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Quanta idiotice

Essa semana infelizmente recebi mais um daqueles e-mails sem sentido algum, e resolvi postar aqui no meu diário!

Veja essa Foto com atenção!

O Presidente da Argentina recebeu esta foto e a considerou lixo... Em 8 dias o seu filho morreu.

Um homem recebeu esta foto e a encaminhou imediatamente... Surpreendentemente, ele ganhou na loteria.

Alberto Martinez recebeu esta foto, a entregou à sua secretária para que ela encaminhasse cópias,mas ela se esqueceu de remetê-las...Ela ficou desempregada e perdeu a família.


Esta foto é milagrosa e sagrada, não se esqueça de encaminhá-la a 20 pessoas dentro de 13 dias.

Encaminhando-a terá uma grande surpresa...Parabens!

Se nao enviares.... Sinto muito... So posso lamentar.


Minha resposta foi a seguinte:

Esse foi o e-mail mais idiota que recebi nas últimas semana!

Primeiro: A foto é uma ridícula suposição de Cristo!
Segundo: Concordo com o presidente argentino!
Terceiro: Vc´s estão afirmando que uma suposta imagem de um cara que é considerado um herói pode matar pessoas inocentes só para satisfazer a bestialidade humana?
Quarto: Quem diabos é Alberto Martinez e por que ele mesmo não mandou o e-mail, ele não sabe encaminhar um!?
Quinto: Apenas um idiota acreditaria nessa porcaria de E-mail!

Portanto, para finalizar meu rancor.... Dane-se!